domingo, 30 de junho de 2013

A nobre simplicidade do Altar Cristão



O altar cristão é símbolo direto de Nosso Senhor, o túmulo do Cristo que acolheu seu corpo morto e foi digno de contemplar sua gloriosa ressurreição. Sob o altar, se depositam relíquias de primeiro grau dos santos, conforme antiquíssima tradição. Desse modo, ele é de certa forma túmulo daqueles que viveram para Cristo e, como ele no sepulcro do calvário, aguardam gloriosa ressurreição.

"117. Altare una saltem tobalea albi coloris cooperiatur." (Introdução Geral do Missal Romano, 3ª edição, 2002)

É costume no rito romano cobrir-se o altar com até três toalhas, indicando sua dignidade. Permite-se, entretanto, usar-se uma única, todavia o número três é de especial maneira simbólico na vida cristã, o uso de múltiplas toalhas é uma das formas de distinguir entre o altar e uma mesa comum. A toalha é colocada sobre o altar no dia de sua dedicação, após ele ser ungido com o Santo Crisma e incensado pelo Bispo; as toalhas do altar nos recordam o santo sudário que recebeu o corpo de Cristo quando de seu sacrifício e assistiu a ressurreição do autor da vida.

"Super ipsum vero aut iuxta ipsum duo saltem in omni celebratione, vel etiam quattuor aut sex, praesertim si agitur de Missa dominicali vel festiva de praecepto, vel, si Episcopus dioecesanus celebrat, septem candelabra cum cereis accensis ponantur."

Sobre o altar, ordena o Missal Romano, sejam colocadas pelo menos duas velas. Todavia, a tradição da igreja reconhece uma hierarquia entre as missas. Não que umas sejam sacramentalmente mais eficazes que as outras, mas reconhece a diferenciação das diferentes missas celebradas ao longo do ano litúrgico para melhor nos catequizar nos mistérios da vida de Cristo e da Igreja ao longo do tempo. Assim, nas missas feriais, isto é, de dias de semana, se faz uso de duas velas. Nas festas, aquelas missas um pouco mais importantes que possuem duas leituras, o Gloria, mas não o Credo, faz-se uso de quatro. Nas solenidades e domingos, mas missas de maior grau nas quais se canta o gloria e diz-se o credo, usa-se seis velas. E quando o Bispo diocesano celebra a liturgia, e apenas nesta ocasião, se faz uso de até sete velas.

"Item super altare vel circa ipsum habeatur crux, cum effigie Christi crucifixi. Candelabra autem et crux effigie Christi crucifixi ornata in processione ad introitum afferri possunt."

Sobre o altar ou perto dele, deve ser posta a imagem do Cristo Crucificado. Não de simples cruz, mas do crucifixo. Essa imagem do Filho do Homem entre os sete candelabros de ouro, como nos é apresentada em Ap1,12, aparece no altar em sua forma mais solene. Mas também na forma mais simples, deve o Cristo ser o centro como nos ensinou o Papa Emérito Bento XVI; a Eucaristia é mistério pascal, portanto de morte e ressurreição, assim como não podemos celebrar a morte de Cristo e nos esquecer de sua ressurreição, também não a ressurreição perde seu significado sem sua entrega no calvário. E embora a cruz possa estar de lado, , o Papa Emérito ressalta que é preferível o crucifixo no centro, para que nem o sacerdote nem a assembleia tomem a primazia de Jesus nas nossas celebrações.

"Super ipsum altare poni potest, nisi in processione ad introitum deferatur, Evangeliarium a libro aliarum lectionum distinctum"

Também o livro dos Evangelhos, o Evangeliário, seja colocado sobre o altar. Veja que não se trata do lecionário, onde comumente se fazem as leituras da missa, mas de um livro particular que contém apenas os Evangelhos. Este livro, grande símbolo do Cristo-Palavra é solenemente posto sobre o altar, do início da celebração até a proclamação do Evangelho. Na procissão de entrada, pode ser levado imediatamente a frente do celebrante. Este livro, quando retirado do altar, dá lugar a uma presença mais perfeita do Cristo, a Eucaristia. Assim como a palavra de Deus precedeu o verbo encarnado na história da salvação. Também na liturgia, as escrituras dão lugar a Eucaristia indicando como a figura dará lugar a realidade, este mundo dará lugar ao Reino dos Céus.
Fonte: Salvem a Liturgia

A água benta


Antes era muito comum o uso de água benta entre os católicos, depois a água benta ficou restrita apenas a alguns ambientes. Normalmente encontramos uma pia de água benta na porta das Igrejas, onde o fiel molha a ponta dos dedos e se benze fazendo o sinal da cruz. Também há o uso de água benta em algumas cerimônias da Igreja, como no início da Missa Tradicional: o padre anda na Igreja aspergindo água benta nos fieis, antes de começar a Santa Missa. 
Mas há fiéis que levam num vidrinho pequeno, água benta consigo. Aspergem-na discretamente no ambiente de trabalho, na escola, na faculdade, no carro novo que comprou, e até em si mesmos antes de fazerem algum exame, diante de uma provação, diante de uma dificuldade. É muito útil levar água benta consigo.
No início do Cristianismo Santo Alexandre mandou usar o sal na bênção da água. Na lei de Moisés, aspergia-se o povo com água misturada com a cinza do bezerrinho vermelho que imolavam. Chama-se lustral esta água, que limpava o povo das imundícies. O que as cinzas eram na Lei de Moisés é o sal no Novo Testamento. O sal simboliza a sabedoria e a amargura da penitência. Antes de benzer a água, benze-se o sal. A água simboliza o batismo. Benzendo-se a água, o padre vai misturando o sal já bento e assim resulta-se na água benta.
Efeitos espirituais da água benta:
1 – Afugenta todo o poder do demônio no lugar em que se joga a água benta; 
2 – Nos dá forças contra os pecados mortais e veniais; 
3 – Afugenta toda sombra, fantasia e astúcia diabólica; 
4 – Tira as distrações na oração; 
5 – Dispõe a alma, com a graça do Espírito Santo, à maior devoção. 
Efeitos corporais da água benta:
1 – Abundância nos bens temporais; 
2 – Afasta as enfermidades; 
3 – Afugenta os gafanhotos, ratos e outros animais daninhos e ares pestíferos.
Fonte: Alamas Castelos

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Nenhum de nós é cristão por pura casualidade!, exclama o Papa




VATICANO, 25 Jun. 13 / 02:43 pm (ACI/EWTN Noticias).- Ser cristão é um chamado de amor, um chamado a converter-se em filhos de Deus e ninguém o é “por pura casualidade”, disse hoje o Papa Francisco na Missa na Casa Santa Marta. O Santo Padre enfatizou que a certeza do cristão é que o Senhor jamais abandona e pede seguir adiante em meio das dificuldades.

O Papa Francisco centrou sua homilia na Primeira Leitura, extraída do Livro do Gênesis, onde se narra a discussão entre Abraão e Lot sobre a divisão da terra. “Quando eu leio essa passagem, penso no Oriente Médio e peço muito ao Senhor para que nos dê a? sabedoria. Não briguemos pela paz”.

“Abraão parte da sua terra com uma promessa: todo o seu caminho é ir em direção a esta promessa. E o seu percurso é um modelo para o nosso. Deus chama Abraão, uma pessoa, e desta pessoa faz um povo. Se vemos no Livro do Gênesis, ao início, na Criação, podemos encontrar que Deus cria as estrelas, cria as nuvens, cria os animais, cria as, os, as, os… Mas cria o homem: no singular, um”.

“A nós Deus sempre fala no singular, porque nos criou a sua imagem e semelhança. E Deus nos fala no singular. Falou a Abraão e lhe deu uma promessa e o convidou a sair de sua terra. Nós cristãos fomos chamados no singular: nenhum de nós é cristão por pura casualidade! Nenhum!”

Existe um chamado “com nome, com uma promessa”, disse o Papa: “Vai adiante. Eu estou contigo! Eu caminho junto a ti”. E isto, continuou, Jesus sabia: “também nos momentos mais difíceis se dirige ao Pai”.

“Deus nos acompanha, Deus nos chama pelo nome, Deus nos promete uma descendência. E isto é um pouco a segurança do cristão. Não é uma casualidade, é um chamado! Um chamado que nos faz ir para frente. Ser cristão é um chamado de amor, de amizade; um chamado a converter-me em filho de Deus, irmão de Jesus; a torna-me fecundo na transmissão aos outros deste chamado; a converter-me em instrumento deste chamado. Há tantos problemas, tantos problemas; há momentos difíceis: Jesus passou tantos! Mas sempre com aquela segurança: ‘O Senhor me chamou. O Senhor é como eu. O Senhor me prometeu’”.

O Senhor, reiterou o Papa, “é fiel, porque Ele jamais pode negar a si mesmo: É a fidelidade”. E pensando nesta passagem onde Abrão “é ungido pai, pela primeira vez, pai dos povos, pensamos também em nós que fomos ungidos no Batismo e pensamos na nossa vida cristã”.

“Alguém poderia dizer: ‘Padre, sou pecador’… Mas todos o somos. Isso se sabe. O problema é: pecadores, ir adiante com o Senhor, ir adiante com aquela promessa que nos fez, com aquela promessa de fecundidade e dizer aos outros, contar aos outros que o Senhor está conosco, que o Senhor nos escolheu e que Ele não nos deixa sozinhos, jamais! Aquela certeza do cristão nos fará bem”.

Para concluir o Papa fez votos para “que o Senhor nos dê, a todos nós, este desejo de ir adiante, que teve Abraão, em meio aos problemas; mas ir adiante, com aquela segurança de saber que Ele me chamou, que me prometeu tantas coisas belas e que está comigo!”
Fonte: Católicos do Brasil